sexta-feira, 29 de maio de 2015

JINNS. GENIOS

       Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu

   (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)

  Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e   Misericordioso)

TEMA DA SEMANA:
 OS JINNS – OS GÉNIOS – 2ª. E ÚLTIMA PARTE

Há jinns (génios) que são submissos a Deus, conforme podemos confirmar através do seguinte versículo do Cur’ane:

“Dize (ó Muhammad): Foi-me revelado que um grupo de génios escutou (a recitação do Cur’ane). Disseram: “Na verdade, ouvimos um Cur’ane admirável, que guia à verdade, pelo que nele cremos e jamais atribuiremos parceiro algum ao nosso Senhor”. 72:1,2.

No entanto, outros encontram-se desviados.
“Quando o satanás te incitar à discórdia, ampara-te em Deus, porque Ele é Oniouvinte e Sapientíssimo”. Cur’ane 41:36.

A melhor protecção contra as maldades dos sheitanes é a recitação nas nossas casas do Surat Al-Baqarah, o segundo capítulo do Cur’ane. Nada mais do que o nome de Allah Subhanahu wa Ta’ala, para impedir os sheitanes de oprimir e desviar a mente das pessoas.

Antes de iniciarmos qualquer acto, devemos invocar o nome de Allah, o Altíssimo, nomeadamente quando começamos a comer, ao entrarmos e ao sairmos de casa. Como protecção, deve ser recitado frequentemente “Anzu Billahi Minash Shaitainir Rajiim”- Procuro refúgio de Allah, contra o Shaitan o amaldiçoado”.

E Allah, o Melhor dos Protectores ensina os humanos para se protegerem contra os sheitanes, com a recitação do seguinte versículo:

“E dize: Ó Senhor meu, em Ti eu me amparo contra as insinuações dos demónios! Em Ti eu me amparo, ó Senhor meu, para que não se aproximem (de mim)”. Cur’ane 23:97 e 98.

Os nossos piedosos compilaram versículos do Cur’ane que denominaram de “Manzil”. Com a recitação diária deste conjunto de versículos, Allah Subhanahu wa Ta’ala nos protegerá e nos acompanhará com a sua infinita Misericórdia.

Os 3 últimos capítulos do Cur’ane, também constituem protecção contra o satanás, doenças e outras situações adversas.
Aisha (Radiyalahu an-há) relatou: “Quando o Profeta de Deus pretendia ir dormir, todas as noites recitava o Surat Ikhlas, Surat al-Falaq e o Surat an-Nas e depois soprava sobre as palmas das mãos e passava-os pelo rosto e pelo todo o corpo onde as mãos podiam alcançar. E quando ele ficou doente, ele pedia-me para assim fazer para ele”. Bhukari 71: 644.

Um muçulmano, submisso a Deus, não deve ter receio e deve saber lidar com todas os seres criados por Deus. A nossa fé em Deus e a nossa convicção de que Ele é o melhor Protector, será a melhor prevenção contra todos os males.

Os adivinhos e os curandeiros utilizam os génios para actividades ocultas e para lerem a sorte das pessoas desesperadas que os procuram. Ambos são grandes pecadores.
Quem se aproxima deste tipo de charlatãs está a duvidar de que só Allah é que é o Conhecedor de tudo e o melhor Protector. 

Estará assim a associar a Deus, os seres por Ele criados.

Infelizmente há muçulmanos que utilizam a magia e ganham a vida extorquindo dinheiro dos outros. Eles não estão a fazer nada mais do que desviar as pessoas do caminho de Deus.

“YÁ HADI, HEHDINA SIRÁTUL MUSTAQUIM” – “Ó nosso Guia, guia-nos para o caminho da verdade”.

A recitação diária do Ayat-al-Kursi (Versículo do Trono) – Cur’ane 2.255, aumenta a nossa fé e é também uma protecção contra os sheitanes.
 Antes de cair em desgraça, ibliss era um génio muito próximo de Deus e com elevados estatutos. 
A passagem seguinte comprova a sabedoria de ibliss e também a importância do Ayat-al Kursi:

Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) referiu: “O Apóstolo de Deus (Salalahu Aleihi Wassalam) incumbiu-me de tomar conta dos produtos provenientes do Sadaqa Fitr. 
Sorrateiramente, apareceu alguém que começou a carregar os referidos produtos. 
Eu lhe segurei e lhe adverti: “Por Deus vou levar-te à presença do Apóstolo de Deus”. 
Ele disse: ”Eu sou carente, tenho muitos dependentes e me encontro numa situação de grande necessidade”.

Com pena, eu o soltei. Pela manhã, Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) me perguntou: “O que se passou ontem com o seu prisioneiro?”. Eu respondi: “A pessoa queixou-se de que era carente com muitos dependentes, com pena, o soltei!”.

 O Profeta disse: “Na verdade ele disse uma mentira e irá aparecer novamente”. “Eu acreditei nas palavras do Profeta e fiquei atento à espera dele.
 Quando ele apareceu e começou a roubar, eu o agarrei e disse:
“Definitivamente, vou levar-te ao Profeta”. Ele replicou: “deixe-me ir, porque sou muito carente com muitos dependentes e prometo nunca mais voltar”. 

Eu tive pena e deixei-o ir em liberdade. Pela manhã, o Profeta voltou a questionar-me o que acontecera com o referido usurpador. Eu respondi: “Ó Apóstolo de Deus, ele queixou-se da sua extrema necessidade e eu outra vez com pena, deixei-o ir embora”.

O Profeta disse: “Na verdade ele disse uma mentira e vai voltar”. Eu o esperei atentamente pela terceira vez. Quando ele apareceu e começou a roubar, eu o agarrei e disse: “Certamente que desta vez vou levar-te ao Mensageiro de Deus, pois é a terceira vez que me prometes que não vais voltar mais, mas sempre quebras a promessa”. Ele disse: “Perdoa-me, eu vou ensinar-te algumas palavras, com as quais Deus vai beneficiá-lo”.

Eu perguntei: “Que palavras são essas?”. Ele respondeu: “Sempre que você for dormir, deve recitar “Ayat-al-Kursi (Versículo do Trono) – Allahu lá iláha illa huwa, al Haiúl Qaiyuum… até terminar o versículo inteiro. (Se você fizer isso), Deus vai nomear um guarda para te proteger e o satanás não vai chegar perto de você até ao amanhecer”.

Então eu lhe libertei. Pela manhã, o Apóstolo de Deus perguntou-me: “O que aconteceu com o seu prisioneiro ontem?” Eu respondi: “Ele alegou que me ensinaria algumas palavras pelas quais Deus me vai beneficiar, desde que o deixasse ir. O Apóstolo de Deus me perguntou: “Quais são (essas palavras)?” Eu respondi: “Quando for para a cama deverei recitar Ayat -al – Kursi desde o início até ao final e se eu assim fizer, Deus vai nomear um guarda para me proteger e o satanás não vai chegar perto de mim até de manhã”.

O Profeta disse: “Realmente, ele falou a verdade, apesar de ser um mentiroso compulsivo. Você sabe quem era que estava falando contigo nessas três noites, ó Abu Huraira?”. Respondeu Abu Huraira: “Não, não sei”. Ele esclareceu: “Foi o satanás (ibliss)!”. Bukhari 38:505.

“Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 36:17.
“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmuminina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. Cur’ane 14:41.

“Wa Áhiro da wuahum anil hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.

quinta-feira, 5 de março de 2015

HADITH


ABU HURAIRA ( R.T.A ) NARRA QUE O PROFETA MUHAMMAD ( S.A.W ) DISSE: ALLAH ( S.T ) É BOM E NÃO ACEITA NADA QUE NÃO É BOM. E ALLAH ( S.T ) TEM ORDENADO AOS FIÉIS O MESMO QUE FOI ORDENADO AOS SEUS MENSAGEIROS.olaiamomade@gmail.com

ALLAH DISSE: Ó MENSAGEIROS, DESFRUTAI TODAS AS DÁDIVAS E PRATICAI O BEM, PORQUE SOU SABEDOR DE QUANTO FAZEIS. ( 23:51 ). E ALLAH DISSE: Ó CRENTES, DESFRUTAI DE TODO O BEM COM QUE VOS AGRACIAMOS, E AGRADECEI A ALLAH SE SÓ A ELE ADORAIS. ( 2:172). olaiamomade@gmail.com

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historia

Throughout history, the relationship between Christianity and Islam have often been characterized by misunderstanding, rivalry and a accustomed hostility. Such tensions led to the accumulation of absurdities, characterized by the Crusades. In today's world after September 11, there is the danger of resumption and spread of these same misunderstandings, rivalries and hostilities, given the fact that extremists on both sides are convinced that Christianity and Islam are opposed radically each other. Similar claims can only be overcome by a sustained effort in favor of dialogue, promoter of understanding and reconciliation. Only a sincere and honest exchange can lead to understanding, which will enable Christians and Muslims, together with the Jews, cohabit peacefully in the XXI century. This article will address, in particular, the Muslim-Christian dialogue, stressing that, in the view inspired by our great and holy founders, Jesus and Muhammad (peace be upon them), we may find that we have much more in common than be separated us. If Jesus and Muhammad had lived at the same time, and if they had known that, for all we know of them, it seems they would have recognized, not as rivals but as friends. There were four, thematic fragments found in the Gospels and in the Holy Qur'an that convince us that the teachings of both were inspired by the same faith and fundamental vision for humanity. First, it is clear in the New Testament and in the Quran that Jesus and Muhammad (peace be upon them) were the beloved of God. In the Islamic tradition are many honorary titles by which the Prophet Muhammad (saw) is known. For example, it is known as Abdullah - "the servant of God" and is also known by the name Mustafa, "the chosen"; Ahmed, "which praises" is another commonly used title. The name by which is most commonly known is the Rassul - the Messenger. In addition to these four titles, is also known as habib or "loved by God." Similarly, also Jesus (as) is referred to in the New Testament as loved by God. For example, in Matthew 3: 16-17, when Jesus (as) is baptized by John the Baptist, we read the following: Christening which was, Jesus came up immediately from the water, and behold, the heavens were opened unto him, and he saw the Spirit of God descending like a dove and lighting on him. And a voice from heaven said, "This is my beloved Son, with whom I all My complacency". This same scene is repeated in the Gospels of Luke and Mark, serving to reinforce the belief that Jesus (as) is, in fact, loved by God. Thus, both for Christians and for Muslims, their founders are recognized as the beloved of God. What here can be deduced is that for those who love God, whether Muslims or Christians, is of great importance to love Jesus (as) and love Muhammad (saw). For God, there is no rivalry between them; both are loved by You. Therefore, those who claim to be his followers, should have the same respect and love for both. Historically, Muslims have shown greater respect for Jesus than revealed by Christians toward Muhammad. Muslims are very knowledgeable about the life of Jesus, and it is with great respect that is spoken of throughout the Qur'an. The same was not true at the traditional attitude of Christians toward Muhammad throughout history. Unfortunately, some of these biases are still present in some of today's industries and environments. This is due, in large part, to the insufficient and inadequate information regarding his life and Muhammad. A better understanding of the Prophet Muhammad's life (saw) can be of great use to help Christians understand why reason also he is known by the name of "the beloved of God" - al habib. Another similarity between Jesus and Muhammad is evident in its firm and uncompromising perspective on social justice. Both recognized the inequalities and injustices in their societies that were inserted, and both were ardent defenders of the poor, widows and orphans. For example, the Quran, God speaks through His messenger, Muhammad (saw) saying: The alms are only for the poor and needy, to the staff employed in its administration, to those whose hearts are to be reconciled, to free the slaves and debtors, for the sake of God and for travelers; this is a precept emanated from God, and God is Wise and Prudent. Qur'an 9:60 Based on fragments as above mentioned, the concept of zakat (alms) has become one of the five pillars of Islam, becoming thus a mandatory act of devotion to every Muslim. The sense of equality among all people that derives from this principle is one of the key foundations of Islam The same is also exemplified in the various Sunnah (4) and Ahadices (5) of Prophet Muhammad (saw).; for example, the honor it has provided the Abyssinian Bilal, to personally invite you to be the first to sing the words of adzan (6), calling Muslims to prayer. This was a truly revolutionary gesture for the place and for the time it was committed. Another example of the Sunnah (4), as again narrated by Karen Armstrong in his book "Muhammad" is the story of a poor man who had committed a minor crime and who was told to give alms to the poor as penance for he had done. At the exact moment the man said to the Prophet (saw) that had nothing to give, carried a basket of dates the mosque as a gift to Muhammad (saw). Given the response of man, the Prophet (saw) gave him the basket, suggesting him to distribute the dates for the poor. The man replied that he did not know anyone poorer than he, which caused laughter of Muhammad (saw), who told him that he would eat the dates, as penance. As Muhammad (saw) also Jesus (as) often spoke in favor of the poor and disadvantaged. The famous teaching of the beatitudes, which are part of the Sermon on the Mount are dissoexemplo. Another example is found in the Gospel of Luke, Chapter IV, where the Prophet Jesus (as) uses the words of the Prophet Isaiah to refer to yourself as you can read in the manuscript: The Spirit of the Lord is upon me, because he anointed me to preach good news to the poor, sent me to proclaim release to the captives and to the blind new sight; to set at liberty those who are oppressed, to proclaim the favorable year of the Lord. Then rolled up the manuscript and started talking to them, "Today this Scripture is fulfilled before you." Luke 4: 16-20 Jesus (as) not only preached this strong message of love and justice toward all the most marginalized members of society, but also to put into practice with their own gestures. The four Gospels often make reference to special compassion of Jesus (as) for the sick, the poor, the forgotten and repudiated by society. Also, in Matthew 25: 31/46, suggests that his disciples are known and brought to justice to feed the poor, clothe the naked and visit the sick and the prisoner. In fact, whenever someone performs one of these actions, until towards the "smallest" of his brothers, it is as if you were making towards Jesus himself. Possibly this is the reason why the Qur'an honors and respects Jesus (as). Your sense of charity and justice, much more rooted in justice proclaimed by the Hebrews, is fully in keeping with the vision of justice instructed and practiced by the Prophet Muhammad (saw). A third facet shared by both is their love for God. Jesus (as) referred to God as abba, the Aramaic word for "father", and Muhammad (saw) went to God as Allah, the Arabic word for God. For both, God was the center of their lives, having always lived deeply aware of the power and presence of God and of themselves as loved by God. The Gospels often refer to Jesus (as) as walking while praying - in the desert, in the mountains or a garden (if the Garden of the Groves, where he prayed the night before his punishment on the cross). The spiritual writer Anthony Padavano tells us the following: He prays all the time, at any time, any day, at night, while in the water, lost in the mountains, alone in the temple, abandoned in the garden, in the scene with friends, throughout the ordeal of the cross. (Taken from his book "Dawn without Darkness" - "without darkness Dawn"). The fortress of the ministry of Jesus (as) was the relationship that the very cultivated with God through prayer. Jesus (as) was a man of God because he was a man of prayer. Similarly, also the Prophet Muhammad (saw) is recognized by all his followers as someone deeply conscious of God and prayer. The very revelation of the Qur'an came when Muhammad (pbuh) was praying on Mount Hirah, and the two great moments of epiphany that had the privilege of receiving, ie, the Ascension Night (Laylat al-Mi'raj) (10 ) and the Night of Power (Laylat al-Qadr) (10), are examples of deep devotion and deep intensity of his prayer. In fact, on the Night of Power, the Quran tells us the following: "The Night of Power is better than a thousand months." The practice of salat (9) five times a day aims to raise awareness all Muslims of God at all hours of the day, following thus the example of Prophet Muhammad (pbuh) in his deep devotion to God and his conscience God, all-encompassing. In addition to the five daily prayers, there is a prayer known as du'a, which correspond more to what Christians know by suplicatórias prayers. There are several existing traditions Sunnah (4) and ahadith (5) about Muhammad's dedication (saw) to pray for several different times of the day and the long periods of time devoted to salat (9) .So as to Jesus (as), the rhythm of daily life of Muhammad (saw) was based on prayer, devotion and consciousness of God. Peace be with them. A fourth characteristic shared by Jesus (as) and Muhammad (saw) was the respect for the equality of women. Both lived in a predominantly patriarchal culture in which women were severely subjugated, had few rights and were often treated unfairly and severe. As they left to defend the rights of women, Jesus (as) and Muhammad (saw) opposed the prevailing norms of their respective religious and cultural heritage. We found, for example, the way Jesus (as) was related to women, a completely revolutionary teaching for the time. He spoke with women, treating them always with respect and dignity they deserved. It is a woman, Mary Magdalene, who is known as in the case of one of his closest followers, and it was her that Jesus (as) has entrusted the task of informing the other disciples that had ascended to Heaven. Understanding of Jesus (as) about the kingdom of God, men and women are equal. Also the Prophet Muhammad (saw) vehemently opposed to the prevailing standards of his time towards women. In the fourth chapter of the Qur'an, God reminds the following believers: O mankind! Fear your Lord, who created you from a single soul, and from it created its mate and from them both He created many men and women. Fear God, in the name of what you demand your mutual rights and reverence the ties of kinship. In fact, God watches you. Qur'an 4: 1 In addition to this verse of the Quran, there is a hadith (8) in which Muhammad (saw) says that women are the twin half of man. The meeting of these teachings are proof convinced of the essential existing equality between men and women, as was revealed to Muhammad (saw). It is this recognition of equality that underlies many of the laws of Shariah (7) protecting the rights of women. There are, for example, laws that protect women's right to inheritance, divorce, to vote and to drive a breakdown, the right of women to be alimony, even after the separation, and strict laws limiting polygamy. In fact, one of the main reasons for limited conditions under which polygamy could be practiced was the protection of many widows and orphans, living without a husband or father in violent society of seventh-century Arabia. Although sometimes Islam is criticized for being oppressive towards women, the fact is that the teachings and the example of Prophet Muhammad (saw) show something completely different. Muhammad (pbuh), as Jesus (as), to defend the rights of women opposed to the cultural norms of the time. Typically, were the followers of Muhammad (PBUH) and Jesus (as) who misunderstood or misrepresented the true nature from the point of view of one and the other about the woman and her rightful role in society and their religion. Undoubtedly, there are other similarities between the lives of these two great Messengers of God that can be referred to, and certainly there are some differences; however, the four mentioned similarities - loved by God, advocates for the poor, devotion to prayer and raise the voice for women's rights - serve to highlight how much have in common Muhammad (pbuh) and Jesus (as). Although born several centuries separating them, both were born in the same part of the world. It is impossible to avoid asking and speculate what would have happened if they had lived at the same time and if they had known. This is, undoubtedly, a hypothetical question; however, the evidence and the evidence seems to indicate that it would not have considered rivals, on the contrary, would have revealed immense respect towards each other. The famous Night of Ascension, where Muhammad (saw) was taken to Heaven (Laylat al-miraj) (10) presents an extraordinary analogy with the gospel that talks about the transfiguration of Jesus (as), where this meets with the prophets Abraham and Elias. In Muhammad's mystical vision (saw), he also meets with Jesus (as). That harmonious image. What would have said to each other? This is a fascinating question, on which we must consider. It is not hard to imagine them happy at being, embracing each other as friends and establishing a true dialog. It is indeed difficult to imagine Jesus (as) and Muhammad (saw) friends, united by their love for God and for his vision of a world characterized by justice, compassion and equality - a world in which people live in submission to God and always conscious of Him. Are recognized to be friends, because they were both friends of God. They shared the same hopes and expectations for his followers. That we who are his followers, learn from them! Yiossuf Adamgy - Lisbon, Portugal February 2010 _________________ NOTES: (1). Muhammad is the correct pronunciation of the Prophet's name in Arabic. Muhammad is an anglicized word of French Mohammed, in our view incorrectly and without necessidade.Citando Prof. Arabist Pedro Machado, "in Portuguese, beyond form" Muhamade, "that even in pronunciation corresponds to Muhammad Arabic (this given by all Muslims today), there is another, also usual, but not for religious purposes -" Muhammad "-, which reads in the oldest texts of the Portuguese language, and certainly corresponds to what they said in the Middle Ages believers of Islam in Andalus, before and after the King Afonso Henriques, who recognized their worship and privileges charter. This latter form comes from the vocalization that had spread in some Arab countries, with Mahommad lesson, the classic Arabic language sought to correct, but that explains certain forms today desusadas as "Mafomede" and "Mafamede" and the Turkish Mahomet, now the French (Italian: Maometto), and that aportuguesou, between us, "Muhammad", without, as it turned out. " Therefore, we (Muslims) use the word that Muhammad is the name of the last Prophet of God, and we recommend that it be written in the Portuguese Press. (2) "(saw)" - short for "Sallallahu alaihi wa sallam" = "May God pour peace and blessings upon him" shortened in Portuguese, will be (pece) .. It is an Arabic term used each time the name of Prophet Muhammad (pbuh) is mentioned. (3) "(the)" - short for "alaihis Salam" = "peace be with him," Arabic term used each time the name of a Prophet of God is mentioned. (4) Sunnah [sunna] = Example of the Prophet Muhammad, his way of doing things. Tradition, custom, habit. (5) ahadith (Ahdith) = plural of Hadith. (6) adzan [adzan] = A Call to call Muslims to prayer. It will be from the Mosques, or from any place of worship (where do the prayer in congregation). (7) Sharia = Literally "pathway leading to the water cooler." "The right way of religion." The Muslim guard with the law governing their daily life. "Tao" of ancient China, "Dharma" Buddhist, "Nomos" Greek, "Sharia" Islamic, "halakhah" Jewish, are different concepts, with small nuances, express the same fundamental principle: the order, the harmony, the law essential that rules the cosmos and nature should extend its domain to human society. This "universal law" is considered a reflection of the divine Principle. (8) Hadith [hadîth] = Prophet Muhammad said (pece). Literally, "account" . (9) Salat [room] = Prayer or prayer, is a transcendental ritual act and one of the pillars on which is based the practice of Islam If you make facing towards Mecca (10) Laylat al-Mi'raj = A.. night of Mi'raj;. the Ascension night the Prophet Muhammad to Heaven See the comments received on this article and can also send your for possible publication on this page, provided it meets the conditions imposed in early Comments on Article Muhammad and Jesus (YA) Posted by amade olaia to Momade (s

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Maomé (ár. Muhammad) e Jesus (ár. Issá) (YA) (1) Dois grandes Profetas de Deus (paz esteja com eles

Ao longo da História, as relações entre o Cristianismo e o Islão têm sido frequentemente caracterizadas pelo equívoco, pela rivalidade e por uma acostumada hostilidade. Tais tensões conduziram ao cúmulo dos despropósitos, caracterizado pelas Cruzadas.  No actual Mundo pós o 11 de Setembro, há o perigo do reinício e propagação destes mesmos equívocos, rivalidades e hostilidades, dado o facto de extremistas de ambos os lados estarem convictos de que Cristianismo e Islão opõem-se radicalmente um ao outro. Semelhantes alegações apenas poderão ser superadas por um esforço continuado a favor do diálogo, promotor do entendimento e da reconciliação. Apenas um intercâmbio sincero e honesto poderá dar origem ao entendimento, o qual possibilitará que Cristãos e Muçulmanos, juntamente com os Judeus, coabitem pacificamente no século XXI.   O presente artigo abordará, em concreto, o diálogo Muçulmano-Cristão, realçando que, na visão inspirada pelos nossos grandes e sagrados fundadores, Jesus e Muhammad (paz esteja com eles), podemos descobrir que possuímos muito mais em comum do que a separar-nos. Caso Jesus e Muhammad tivessem vivido na mesma época, e se tivessem conhecido de facto, pelo que sabemos deles, parece-nos que se teriam reconhecido, não como rivais, mas sim como amigos. Foram quatro, os fragmentos temáticos que encontramos nos Evangelhos e no Sagrado Alcorão que nos convencem de que os ensinamentos de ambos foram inspirados pela mesma fé e visão fundamentais para a Humanidade.   Em primeiro lugar, está claro no Novo Testamento e no Alcorão que Jesus e Muhammad (paz esteja com eles)foram os amados de Deus. Na tradição Islâmica são vários os títulos honoríficos pelos quais o Profeta Muhammad (s.a.w.) é conhecido. Por exemplo, é conhecido como Abdullah – “o servo de Deus”, sendo também conhecido pelo nome de Mustafa, “o eleito”; Ahmed, “o que louva”, é um outro título comummente utilizado. O nome pelo qual é mais frequentemente conhecido é o de Rassul – o Mensageiro. Para além destes quatro títulos, é também conhecido por habib ou “o amado por Deus”. Do mesmo modo, também Jesus (a.s.) é referido no Novo Testamento como o amado por Deus. Por exemplo, em Mateus 3:16/17, quando Jesus (a.s.) é baptizado por João Baptista, lemos o seguinte: Baptizado que foi Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E uma voz dos céus dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual pus toda a Minha complacência”. Esta mesma cena repete-se nos Evangelhos de Lucas e de Marcos, servindo para reforçar a convicção de que Jesus (a.s.) é, de facto, o amado por Deus. Assim, tanto para Cristãos, como para Muçulmanos, os seus fundadores são reconhecidos como os amados por Deus. O que daqui se pode deduzir é que, para os que amam a Deus, sejam Muçulmanos ou Cristãos, é de grande importância amar a Jesus (a.s.) e amar a Muhammad (s.a.w.). Para Deus, não existe rivalidade entre eles; ambos são por Si amados. Assim sendo, os que afirmam ser seus seguidores, deverão ter o mesmo respeito e amor para com ambos. Historicamente, os Muçulmanos demonstraram um maior respeito para com Jesus do que o revelado pelos Cristãos para com Muhammad. Os Muçulmanos estão muito bem informados a respeito da vida de Jesus, e é com imenso respeito que se fala dele ao longo de todo o Alcorão. O mesmo não se verificou relativamente à atitude tradicional dos Cristãos para com Muhammad ao longo da História. Infelizmente, alguns destes preconceitos continuam presentes em alguns dos ambientes e sectores de hoje. Isto deve-se, em grande parte, à insuficiente e inadequada informação a respeito de Muhammad e da sua vida. Um melhor conhecimento da vida do Profeta Muhammad (s.a.w.) pode ser de grande utilidade para ajudar os Cristãos a compreender porque motivo também ele é conhecido pelo nome de “o amado por Deus” – al habib.   Uma outra similitude entre Jesus e Muhammad é evidente na sua firme e inflexível perspectiva sobre a justiça social. Ambos reconheceram as desigualdades e injustiças existentes nas respectivas sociedades em que se inseriam, e ambos foram fervorosos defensores dos pobres, das viúvas e dos órfãos. Por exemplo, no Alcorão Deus fala por intermédio do Seu mensageiro, Muhammad (s.a.w.), dizendo o seguinte: As esmolas são somente para os pobres e necessitados, para os funcionários empregados na sua administração, para aqueles cujos corações têm de ser reconciliados, para libertar os escravos e os devedores, para a causa de Deus e para os viajantes; isso é um preceito emanado de Deus, e Deus é Sábio e Prudente. Alcorão 9:60 Tendo por base fragmentos como o em cima citado, o conceito de zakat (esmola) passou a ser um dos cinco pilares do Islão, tornando-se, desse modo, um acto de devoção obrigatório a todo o Muçulmano. O sentido de igualdade entre todas as pessoas que deriva deste princípio é um dos fundamentos chave do Islão. O mesmo está também exemplificado nas diversas Sunnah (4) e Ahadices (5) do Profeta Muhammad (s.a.w.); por exemplo, a honra por si concedida a abissínio Bilal, ao convidá-lo pessoalmente para ser o primeiro a entoar as palavras do adzan (6), convocando os Muçulmanos para a oração. Este foi um gesto verdadeiramente revolucionário para o lugar e para a época em que foi praticado. Um outro exemplo da Sunnah (4), tal como foi novamente narrado por Karen Armstrong no seu livro “Muhammad”, é a história de um homem pobre que havia cometido um crime menor e a quem foi dito que desse esmola aos pobres como penitência pelo que fizera. No exacto momento em que o homem disse ao Profeta (s.a.w.) que nada possuía para dar, levaram uma cesta de tâmaras à Mesquita como presente para Muhammad (s.a.w.). Perante a resposta do homem, o Profeta (s.a.w.) deu-lhe a cesta, sugerindo-lhe que distribuísse as tâmaras pelos pobres. O homem respondeu-lhe que não conhecia ninguém mais pobre do que ele, o que causou o riso de Muhammad (s.a.w.), que lhe disse para que ele mesmo comesse as tâmaras, como penitência. Tal como Muhammad (s.a.w.), também Jesus (a.s.) falou frequentemente a favor dos pobres e dos desfavorecidos. O famoso ensino das bem-aventuranças, que fazem parte do Sermão da Montanha, são dissoexemplo. Um outro exemplo encontra-se no Evangelho de Lucas, capítulo IV, onde o Profeta Jesus (a.s.) usa as palavras do Profeta Isaías para referir-se a si mesmo, conforme é possível ler-se no manuscrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres, enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor. Depois, enrolou o manuscrito e começou a falar-lhes: “Hoje, esta Escritura cumpre-se perante vós”. Lucas 4:16/20 Jesus (a.s.) não só pregou esta enérgica mensagem de amor e justiça para com todos os membros mais marginalizados da sociedade, como também a colocou em prática com os seus próprios gestos. Os quatro Evangelhos fazem frequentemente referência à especial compaixão de Jesus (a.s.) para com os doentes, os pobres, os esquecidos e repudiados pela sociedade. Além disso, em Mateus 25:31/46, sugere que os seus discípulos sejam conhecidos e julgados pelos seus actos a alimentar o pobre, vestir o desnudo e visitar o doente e o prisioneiro. De facto, sempre que alguém realiza um destes actos até para com o “mais pequeno” dos seus irmãos, é como se o estivesse a fazer para com o próprio Jesus. Possivelmente, é esta a razão pela qual o Alcorão honra e respeita Jesus (a.s.). O seu sentimento de caridade e justiça, muito mais enraizado na justiça proclamada pelos Hebreus, encontra-se totalmente em harmonia com a visão de justiça instruída e praticada pelo Profeta Muhammad (s.a.w.).   Uma terceira faceta por ambos partilhada é o seu amor para com Deus. Jesus (a.s.) referiu-se a Deus como abba, palavra aramaica que significa “pai”, e Muhammad (s.a.w.) dirigiu-se a Deus como Allah, a palavra árabe para Deus. Para ambos, Deus era o centro das suas vidas, tendo sempre vivido profundamente conscientes do poder e da presença de Deus e de si próprios enquanto amados por Deus. Os Evangelhos fazem frequentemente referência a Jesus (a.s.) como caminhando enquanto reza – no deserto, na montanha ou num jardim (caso do Jardim dos Olivais, onde rezou na noite que precedeu o seu castigo na cruz). O escritor espiritual Anthony Padavano diz-nos o seguinte: Ele reza a todo o momento, em qualquer ocasião, todo o dia, durante a noite, enquanto está na água, perdido nas montanhas, sozinho no templo, abandonado no jardim, na cena com os seus amigos, ao longo de toda a terrível experiência da cruz. (Retirado do seu livro “Dawn without Darkness” – “Amanhecer sem escuridão”). A fortaleza do ministério de Jesus (a.s.) foi a relação que o próprio cultivou com Deus por meio da oração. Jesus (a.s.) foi um homem de Deus porque era um homem de oração. Do mesmo modo, também o Profeta Muhammad (s.a.w.) é reconhecido por todos os seus seguidores como alguém profundamente consciente de Deus e da oração. A própria revelação do Alcorão deu-se quando Muhammad (s.a.w.) estava a orar no Monte Hirah, e os dois grandes momentos de epifania que teve o privilégio de receber, i.e., a Noite da Ascensão (laylat al-mi'raj) (10) e a Noite do Poder (laylat al-qadr)(10), são exemplos da profunda devoção e da profunda intensidade da sua oração. De facto, acerca da Noite do Poder, o Alcorão diz-nos o seguinte: “A Noite do Poder é melhor do que mil meses”. A prática da salat (9) cinco vezes ao dia tem como objectivo consciencializar todos os Muçulmanos de Deus a todas as horas do dia, seguindo, assim, o exemplo do Profeta Muhammad (s.a.w.) na sua profunda devoção a Deus e na sua consciência de Deus, que tudo abrange. Para além das cinco orações diárias, existe uma oração conhecida por du'a, a qual corresponderia mais ao que os Cristãos conhecem por orações suplicatórias. São várias as tradições existentes na Sunnah (4) e nos Ahadice (5) acerca da dedicação de Muhammad (s.a.w.) em orar durante várias e diferentes alturas do dia e os longos períodos de tempo que dedicou à salat (9).Assim como com Jesus (a.s.), o ritmo da vida diária de Muhammad (s.a.w.) baseava-se na oração, na devoção e na consciência de Deus. Que a paz esteja com os dois.    Uma quarta característica partilhada por Jesus (a.s.) e Muhammad (s.a.w.) foi o respeito pela igualdade das mulheres. Viveram ambos numa cultura predominantemente patriarcal, em que as mulheres eram gravemente subjugadas, tinham poucos direitos e eram frequentemente tratadas de forma severa e injusta. Ao saírem em defesa dos direitos das mulheres, Jesus (a.s.) e Muhammad (s.a.w.) opuseram-se às normas predominantes das suas respectivas heranças religiosa e cultural. Verificamos, por exemplo, no modo como Jesus (a.s.) se relacionou com as mulheres, um ensino completamente revolucionário para a época. Ele falava com as mulheres, tratando-as sempre com o respeito e a dignidade que mereciam. É uma mulher, Maria Madalena, que é conhecida como tratando-se de uma das suas seguidoras mais próximas, e foi a ela que Jesus (a.s.) confiou a tarefa de informar os restantes discípulos de que havia ascendido aos Céus. Na compreensão de Jesus (a.s.) acerca do Reino de Deus, homens e mulheres são iguais. Também o Profeta Muhammad (s.a.w.) se opôs veemente às normas predominantes do seu tempo relativamente às mulheres. No capítulo quarto do Alcorão, Deus recorda o seguinte aos crentes: Ó humanidade! Temei o vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei a Deus, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco. Na verdade, Deus observa-vos. Alcorão 4:1 Para além deste versículo do Alcorão, existe um hadice (8) no qual Muhammad (s.a.w.) diz que as mulheres são a metade gémea do homem. A reunião destes ensinamentos são a prova convicta da essencial igualdade existente entre homens e mulheres, conforme foi revelada a Muhammad (s.a.w.). É este reconhecimento de igualdade que está na base de várias das leis da Shariah (7) que protegem os direitos das mulheres. Existem, por exemplos, leis que protegem o direito feminino à herança, ao divórcio, a votar e a dirigir uma repartição, o direito da mulher a uma pensão alimentícia, mesmo após a separação, e leis estritas que limitam a poligamia.    De facto, uma das principais razões para limitadas condições sob as quais a poligamia podia ser praticada era a protecção de muitas viúvas e órfãos, que viviam sem esposo ou pai na violenta sociedade da Arábia do século VII.  Embora por vezes o Islão seja criticado por ser opressivo para com a mulher, o facto é que os ensinamentos e o exemplo do Profeta Muhammad (s.a.w.) demonstram algo completamente diferente. Muhammad (s.a.w.), tal como Jesus (a.s.), ao defender os direitos da mulher opôs-se às normas culturais de então. Normalmente, foram os seguidores de Muhammad (s.a.w.) e de Jesus (a.s.) que entenderam mal ou deturparam a verdadeira natureza do ponto de vista de um e do outro a respeito da mulher e do seu legítimo papel na sociedade e respectiva religião. Indubitavelmente, existem outras afinidades entre as vidas destes dois grandes Mensageiros de Deus que podem ser referidas e, certamente, existem algumas diferenças; contudo, as quatro semelhanças mencionadas – amados por Deus, defensores dos pobres, devoção pela oração e erguer da voz em nome dos direitos das mulheres – servem para destacar o quanto teriam em comum Muhammad (s.a.w.) e Jesus (a.s.). Embora nascidos com vários séculos a separá-los, nasceram ambos na mesma parte do Mundo. É impossível evitarmos perguntar e especular como teria sido se tivessem vivido na mesma época e se se tivessem conhecido. Esta é, sem dúvida alguma, uma pergunta hipotética; contudo, as provas e os indícios parecem indicar que não se teriam considerado rivais, pelo contrário: teriam revelado imenso respeito um para com o outro. A famosa Noite da Ascensão, em que Muhammad (s.a.w.) foi levado aos Céus (laylat al-miraj) (10) apresenta uma extraordinária analogia com o evangelho que fala a respeito da transfiguração de Jesus (a.s.), em que este se reúne com os profetas Abraão e Elias. Na mística visão de Muhammad (s.a.w.), também ele se reúne com Jesus (a.s.). Que imagem harmoniosa. O que teriam dito um ao outro? Trata-se de uma questão fascinante, sobre a qual há que reflectir. Não é difícil imaginá-los felizes por se verem, abraçando-se como amigos e estabelecendo um diálogo verdadeiro e profundo. Não é, de facto, difícil imaginar Jesus (a.s.) e Muhammad (s.a.w.) amigos, unidos pelo seu amor a Deus e pela sua visão de um mundo caracterizado pela justiça, compaixão e igualdade – um Mundo em que as pessoas vivem em submissão a Deus e sempre d'Ele conscientes. Reconhecem-se como amigos, porque ambos eram amigos de Deus. Partilhavam das mesmas esperanças e expectativas para com os seus seguidores. Que nós, que somos seus seguidores, aprendamos com eles!   Yiossuf Adamgy – Lisboa, Portugal Fevereiro de 2010   _________________ NOTAS:   (1). Muhammad é a correcta pronunciação do nome do Profeta em arábico. Maomé é uma palavra aportuguesada do francês Maomet, a nosso ver incorrectamente e sem necessidade.Citando o arabista Prof. Pedro Machado, «em português, além da forma "Muhâmade", que, até na pronúncia, corresponde ao árabe Muhammad (esta proferida por todos os Muçulmanos de hoje), existe uma outra, também usual, mas não para fins religiosos – "Mafoma" —, que se lê nos mais antigos textos da língua portuguesa, e certamente corresponde ao que diziam na idade Média os crentes do Islão no Andaluz, antes e depois do rei D. Afonso Henriques, que reconheceu o seu culto e privilégios em foral. Esta última forma tem origem na vocalização que se espalhara em alguns países árabes, com a lição Mahommad, que os clássicos do idioma arábico procuravam corrigir, mas que explica certas formas hoje desusadas como "Mafomede" e "Mafamede", e o turco Mahomet, que passou a francês (italiano: Maometto), e que se aportuguesou, entre nós, por "Maomé", sem necessidade, como se viu». Por isso, nós (Muçulmanos) utilizamos a palavra Muhammad que é o nome próprio do último Profeta de Deus, e, aconselhamos que assim seja escrita na Imprensa Portuguesa.   (2) “(s.a.w.)” – abreviatura de “Sallallahu alaihi wa sallam” = “Que Deus derrame paz e bênçãos sobre ele”, cuja abreviatura, em português, será (p.e.c.e).. É uma expressão arábica utilizada de cada vez que o nome do Profeta Muhammad (s.a.w.) é mencionado.   (3) “(a.s.)” –  abreviatura de “Alaihis Salam” = “que a paz esteja com ele”, expressão arábica utilizada de cada vez que o nome de algum Profeta de Deus é mencionado.   (4) Sunnah [sunna] = Exemplo do Profeta Maomé, seu modo de fazer as coisas. Tradição, costume, hábito. (5) Ahadice (Ahdith) = Plural de Hadice. (6) Adzan [adzân] = A Chamada para convocar os muçulmanos à Oração. Faz-se desde as Mesquitas, ou desde qualquer lugar de culto (onde se faça a oração em congregação). (7) Sharia = Literalmente “via que conduz ao bebedouro”. ”O caminho recto da religião”. O muçulmano se protege com a lei que rege a sua vida diária. “Tao” da antiga China, “Dharma” budista, “Nomos" grego, “Sharia” islâmica, “Halaha” judaica, são diferentes conceitos que, com pequenos matizes, expressam um mesmo princípio fundamental: a ordem, a harmonia; a lei primordial que governa o cosmos e a natureza devem estender o seu domínio à sociedade humana. Esta “lei universal” se considera reflexo do Princípio divino. (8) Hadice [hadîth] = Dito do Profeta Maomé (p.e.c.e.). Literalmente, “relato”. (9) Salat [salâ] = Oração ou reza; é um acto ritual transcendental e um dos pilares em que se fundamenta a prática do Islão. Se efectua voltado em direcção à Meca. (10) Laylat al-mi'raj = A Noite de Mi'raj; a Noite de Ascenção do Profeta Maomé aos Céus.     Veja os comentários recebidos sobre este artigo e pode também enviar o seu para eventual publicação nesta página, desde que obedeça às condições impostas no início de Comentários ao artigo Maomé e Jesus (YA)  

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Líder da Renamo na Beira.


líder da Renamo diz que não pretende ser Presidente da
República e fala de uma solução negociada para este
cargo,mas realça que tem legitimidade para ser Chefe de
Estado
O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou, ontem, na
cidade da Beira, a intenção do seu partido formar, em
Janeiro próximo, o Governo para dirigir os destinos do país
nos próximos cinco anos.
Na sua chegada à capital de Sofala, onde inicia uma
digressão de cinco dias pelo centro do país, Dhlakama
assegurou que vai avançar com esta ideia, caso a Frelimo,
que já foi declarada vencedora pelos órgãos eleitorais, não
aceite a proposta da “perdiz”, que passa pela formação de
um governo de gestão.
“Só sei que eu e o meu partido ganhámos e vamos
governar este país. Não estamos em 1994, nem em 2009”,
disse Dhlakama a jornalistas, e acrescentou: “Voltaram a
roubar-nos e já não vamos permitir mais brincadeiras. Não
queremos confusão.
Sabem que sei lutar e que a Renamo é lutadora, aliás, nós é
que lutámos pela democracia neste país. Estamos
cansados de ser roubados e sermos empurrados para
confusões”, acrescentou.
O líder da Renamo diz que não mais vai voltar a enveredar
pela guerra para as suas reivindicações e explica a sua
nova estratégia.